• OCEANO // Fernando Serpa / ...Então procurei o mar_ E mirei seu horizonte_ Seus dons e sua extensão_ Vigiada pelo vento e pela luz da lua__ Distante_ Meus olhos escolheram aquele repouso_ Essa medida_ Essa energia_ Que à própria natureza se irmana__ Percebi com um olhar de lágrimas_ A potência estendida das águas_ E a imóvel solidão cheia de vidas_ Que agitava meu peito__ Provocando ondas de salgado peso e forte volume__ Como o tempo dos meus dias_ Um doce beijo de sal e de espumas_ Na praia, uma úmida fragrância_ De flor molhada__ A água e o vento combinados_ Fizeram-me tremer gelado_ Um medo tsunamico_ Triturou minha pele nua_ E encheu meu ser de tua substância__ Conheci as curvas do silêncio_ Seus rituais e suas crateras_ Que vigiavam minha nudez_ Então um relâmpago infindo_ Triscou no céu e caiu no oceano__ Tombei com o fogo azul__ De terra em terra_ De céu em céu_ De mar em mar_ Fui povoado de ausências e invadido por estátuas___ E a areia lavada testemunhou meu castigo__ Avançaram ainda mais em suas petricidades_ Com seus escudos e lanças_ Provocando uma guerra sem fim_ Dentro de mim__ Enquanto isso uma sombra deslizava_ Como um ser puro hospedado na tormenta_ Banhando de mel a voz do mar_ E os riscos apressados dos relâmpagos dourados__ Teria vindo do mar, como as ondas?_ Seria filha da luz, como as estrelas?_ Surgira das entranhas das ilhas?__ Era calada e tudo dizia_ Como um poema_ Que reinventa a vida__ ...então ergui a cabeça_ E vi a onda vinda do fundo_ Parida no universo abissal, elástica_ Levantada pela potência pura do oceano_ Este ser de seres submarinos_ Que abraça todos os nascimentos e mortes__ Levantei_ As pernas, trêmulas pelo cansaço das batalhas_ Se fortaleceram naquele momento_ E o medo fugiu__ Correram de encontro ao mar_ E num mergulho transbordou-se em claridade_ O olhar afogado do amor humano.___***

    Porto das Artes


    Jangadas, baiteiras e banhistas em Porto de galinhas.
    Fernando Serpa / 2015

    BANNER 1,40 x 0,60 cm.
    R$ 200,00

    * Entrega domiciliar ou pelo Correio.

    TORUS

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    REINVENTAR


    REINVENTAR

    Não dá para repetir os erros de ontem, também não dá para ficar nos impasses de hoje, é preciso que se reinvente o amanhã.

    Não que esperemos dos políticos ou dos tutores da cultura local, uma grande atitude transformadora, muito menos que uma utopia total se realize.
    Mas todos percebemos que é preciso que algo mude, que as coisas como estão não podem continuar, que é preciso mudar a nossa história.

    Reinventar o tempo, é uma metáfora interessante quando se pensa em repensar conceitos e definir ações. De uma certa maneira se não passarmos a limpo nosso passado, jamais poderemos enfrentar os desafios do presente, muito menos construir o futuro.

    Vivemos uma realidade perversa que se transformou em nossa segunda natureza.

    A globalização só veio agravar isto. Oferecendo, aparentemente, participação em tudo, acabou demonstrando às pessoas que tudo é decidido em outro lugar, à revelia delas, e que não há como resistir. Repensar nosso papel fora dos ditames dessa “razão”, e tentar um diálogo entre os saberes é de grande utilidade.
    Não confundir moral com movimento moralizador e ética com conservadorismo, com certeza é o caminho correto à ser trilhado, aí o trabalhador será mais considerado que o oportunista, o artista respeitado e reconhecido como elemento transmissor de conhecimento, desenvolvimento cultural, etc...
    É a partir dessa hierarquização que a ordem social é organizada e, sobretudo, que a função educativa é exercida.
    É preciso escapar da futilidade da lamentação, encontrar o caminho do crescimento institucional e do enfrentamento da necessidade de pensar a totalidade da arte pernambucana numa época em que a cultura se tornou fragmentada e labiríntica.

    DIANA

    CLICE  NA FIGURA PARA AMPLIAR
    Título: Diana Caçadora 
    Técnica: Modelagem em argila
    Diâmetro: 0,30 cm 
    Valor: R$ 100,00

    para adquirir ligue:
      (81) 8507 5310

    Em Roma, Diana era a deusa da lua e da caça, mais conhecida como deusa pura, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gêmea de Febo.
    Era muito ciosa de sua virgindade. Na mais famosa de suas aventuras, transformou em um cervo o caçador Acteão, que a viu nua durante o banho.
    Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos. Filha de Júpiter e Latona, irmã gêmea de Febo, obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Artemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia.

    Pela tradição, o sacerdote devia ser um escravo fugitivo que matasse o antecessor em combate. Em Roma, seu templo mais importante localizava-se no monte Aventino e teria sido construído pelo rei Servius Tulius no século VI a.C. Festejavam-na nos idos (dia 13) de agosto. Na arte romana, era em geral representada como caçadora, com arco e aljava, acompanhada de um cão ou cervo.

    LITERALICE 2014

    ESCOLA PROFª ALICE DE BARROS MAURÍCIO
    CAMARAJIBE / PE 

    FESTIVAL LITERÁRIO
    ANO V 

    LITERALICE NO MUNDO ENCANTADO DO CORDEL

    07 DE novermbro de 2014
    08:30 as 11:30 h. - 14:00 as  17:lho00 h.


    CONVIDADO:

    Fernando Serpa



    CORDELISTA

    O Literalice é uma festa de literatura, que visa proporcionar aos amantes da leitura a apreciação da produção literária. Oferecendo oportunidade ao público leitor de conhecer obras de vários escritores, inclusive do município e região, ocasião em que muitos autores estão presentes como convidados para o evento. O contato direto do público com os autores consolida o processo de interação e democratização do ato de ler. A Feira Literária busca contemplar, na definição dos temas trabalhados, gêneros literários diversos, a vida e obra de vários escritores. Nossa Escola Estadual Prof. Alice de Barros Maurício foi fundada em 2003. Mas só no ano de 2010 fizemos o 1º Festival de Literatura “Literalice” tendo como tema os “Artistas Pernambucanos”. Em 2011 usamos como temática as obras de Monteiro Lobato. No 3º ano o rei do Baião Luíz Gonzaga foi o homenageado dentro da temática do Literalice. No ano passado 4º nosso tema foi o escritor, poeta e artista Vinícius de Morais. E agora no 5º ano a Escola irá Cordelistas Pernambucanos “Literalice no Mundo Encantado do Cordel” homenageando os cordelistas: Davi Texeira, Fernando Serpa e Paulo Moura.

    XV SEMANA DE PAZ / UFPE

    12,13 e 14 de novembro de 2014



    ARTE CERÂMICA

    CLICE  NA FIGURA PARA AMPLIAR
    Título: Diana Caçadora 
    Técnica: Modelagem em argila
    Diâmetro: 0,30 cm 
    Valor: R$ 100,00

    para adquirir ligue:
      (81) 8507 5310

    Em Roma, Diana era a deusa da lua e da caça, mais conhecida como deusa pura, filha de Júpiter e de Latona, e irmã gêmea de Febo.
    Era muito ciosa de sua virgindade. Na mais famosa de suas aventuras, transformou em um cervo o caçador Acteão, que a viu nua durante o banho.
    Indiferente ao amor e caçadora infatigável, Diana era cultuada em templos rústicos nas florestas, onde os caçadores lhe ofereciam sacrifícios. Na mitologia romana, Diana era deusa dos animais selvagens e da caça, bem como dos animais domésticos. Filha de Júpiter e Latona, irmã gêmea de Febo, obteve do pai permissão para não se casar e se manter sempre casta. Júpiter forneceu-lhe um séquito de sessenta oceânidas e vinte ninfas que, como ela, renunciaram ao casamento. Diana foi cedo identificada com a deusa grega Ártemis e depois absorveu a identificação de Artemis com Selene (Lua) e Hécate (ou Trívia), de que derivou a caracterização triformis dea ("deusa de três formas"), usada às vezes na literatura latina. O mais famoso de seus santuários ficava no bosque junto ao lago Nemi, perto de Arícia.

    Pela tradição, o sacerdote devia ser um escravo fugitivo que matasse o antecessor em combate. Em Roma, seu templo mais importante localizava-se no monte Aventino e teria sido construído pelo rei Servius Tulius no século VI a.C. Festejavam-na nos idos (dia 13) de agosto. Na arte romana, era em geral representada como caçadora, com arco e aljava, acompanhada de um cão ou cervo.

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